sexta-feira, 10 de junho de 2011

UM TESOURO CHAMADO FAMÍLIA


   BEM-AVENTURADO aquele que teme ao SENHOR e anda nos seus caminhos.
   A tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos como plantas de oliveira à roda da tua mesa.    sl.128 vs.1 e 3

                         Ao expressar o seu poder criador, Deus também deu uma clara  demonstração organizacional das coisas criadas, além de ministrar os primeiros ensinos para a convivência humana. E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele. Gn. 2:18).
O não estar só, certamente implicaria em ter companhia e a partir daí, desenvolver-se-ia a ordem do crescei e multiplicai, ocorreria o povoai a terra. Estava portanto, criada a família. Havendo criado, organizado, cuidado, sustentado, e alimentado, e mesmo depois da contumácia pecaminosa da humanidade, Deus olha  para uma família e a abençoa, E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.  Gn 12:3). Essa bênção nos alcançou e nos transpôs  ao patamar de tesouros inigualáveis. Somos de grande valor, como “ propriedade exclusiva de Deus”
                         Os tesouros obtidos ao longo da nossa jornada terrena,  tão úteis quanto voláteis, tão pomposos quanto efêmeros, vezes parecem estrelas fulgurantes, vezes meras estrelas cadentes... E quando menos se espera, esvaem-se deixando às escuras o que dantes ofuscava mentes vazias e aguçava os corações dos invejosos.
                         Seja qual for a sua posição na relação familiar, pai, mãe ou filho, você recebeu de Deus o maior e mais expressivo tesouro da humanidade, a sua família. E falando nisso, como estamos no contexto?  Somos felizes nela, e com  ela? O salmista, acima, dá-nos lições preciosas que passam pelo temor ao Senhor, e pelo andar nos seus caminhos, e então poder ver em volta da mesa uma família composta, não apenas por uma linda mulher e filhos maravilhosos, pujantes, verdejantes, viçosos, receptores e transmissores de vida. Mas, uma família que independente da idade, do poder econômico, da cor dos cabelos e da fragilidade, é composta por um pai prudente, uma mulher sábia, e por filhos obedientes. Assim, a felicidade aflora em  volta  dessa mesa, não pelo que nela está posto para o alimento físico, mas pelo tesouro que ali se pode reunir, a família – e pelo alimento do dialogo, da paz, do ensino e do aprendizado para a vida.
                     Aprendo nesta palavra que a felicidade proposta consiste em poder manter a comunhão, a harmonia e a paz, apesar das diferenças, das aspirações e dos sonhos de cada um. E esse propósito só poderá ser concretizado se nos colocarmos, sob os auspícios da Graça, no aprendizado e na vivência  prática da Palavra...
Rogo a Deus  que estenda as Suas mãos sobre a sua família. Amém.

 José Salvador Pereira

domingo, 5 de junho de 2011

Manifesto Presbiteriano



Rev. Roberto Brasileiro, Presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana participou do Programa Verdade e Vida, respondendo questões sobre a polêmica Lei da Homofobia, conhecida como PL 122, que traz discussões sérias dentro das Igrejas cristãs reformadas.

No Programa, dirigido pelo Presbítero Daniel Sacramento, Rev. Roberto Brasileiro respondeu a algumas perguntas que refletem a preocupação da comunidade presbiteriana, e esclareceu fatores de importância fundamental na defesa da fé cristã e orientação Bíblica.

Já no início do programa, Rev. Roberto declarou que não há sustentação Bíblica, ou mesmo na história da humanidade, para o casamento homossexual. “Deus quando criou o homem, Ele estabeleceu o homem masculino, a mulher feminina, e determinou que deveriam se unir, se tornar uma só carne e a partir daí a raça humana teria seu desenvolvimento natural. À luz das Escrituras Sagradas, a relação homoafetiva é uma relação pecaminosa, porque ela destrói a própria natureza da pessoa, ela elimina a possibilidade da pessoa exercer a vida dentro do princípio criacional estabelecido por Deus”.

Na questão da PL 122, o Presidente do Supremo Concílio da IPB disse que mesmo respeitando as liberdades de escolha, a Igreja não pode aceitar a institucionalização de um ato pecaminoso. “Se aceitarmos, nós estamos dizendo que é possível vir a abençoar, e isso não é possível. Não podemos aceitar porque contraría o princípio bíblico, um principio criacional e um princípio de formação de família. Então, a igreja ficará sempre diante de uma situação de desobediência completa ao Estado, pois, se o Estado tomar essa decisão, a Igreja dirá ‘nós não podemos acatar uma decisão que determine que haja essa união’, porque nós não podemos abençoar essa união”.

Muitos presbiterianos que acessam os canais de comunicação da IPB têm manifestado sua posição no que diz respeito à PL 122. Para Rev. Roberto Brasileiro, essa atitude deve mesmo permanecer, porque cada cidadão cristão tem o direito de defender, civilizadamente, sua fé e princípios.

“A igreja tem que ter a ousadia de pagar o preço de ser Igreja e de cumprir a sua vida ministerial. A IPB adota como sua posição oficial a não aceitação de casamento homoafetivo. Para nós, nenhuma relação homoafetiva pode ser aceita, é um ato pecaminoso, contrário aos princípios bíblicos e doutrinários de nossa Igreja”, defende Rev. Roberto.

Quando questionado sobre o papel do cidadão neste momento, Rev. Roberto conclama os cristão a cobrar de seus canditatos eleitos, um retorno que responda às expectativas da Igreja. “Eu creio que a Igreja deve orar e deve manifestar a sua vontade aos candidatos eleitos pelo voto dos cristãos, seja esse candidato evangélico ou não. Devemos mandar e-mails e devemos mostrar à sociedade a nossa posição e o porquê dessa nossa linha de ação”.

Para o apresentador Daniel Sacramento, a posição da IPB é muito importante para nortear os presbiterianos para que permaneçam em seus princípios. “Nós não negociamos princípios, não negociamos os princípios da palavra de Deus”, conclui.

Manifesto Presbiteriano


Em abril de 2007, Rev. Roberto Brasileiro escreveu uma carta intitulada Manifesto Presbiteriano, em que defendia os princípios da IPB diante da criminalização da homofobia. No Portal IPB é possível encontrar o texto na íntegra, mas a seguir, o leitor terá acesso aos trecho específicos sobre o assunto.

II – Quanto à chamada LEI DA HOMOFOBIA, que parte do princípio que toda manifestação contrária ao homossexualidade é homofóbica, e caracteriza como crime essas manifestações, a Igreja Presbiteriana do Brasil repudia a caracterização da expressão do ensino bíblico sobre o homossexualidade como sendo homofobia, ao mesmo tempo em que repudia qualquer forma de violência contra o ser humano criado à imagem de Deus, o que inclui homossexuais e quaisquer outros cidadãos.

Visto que: (1) a promulgação da nossa Carta Magna em 1988 já previa direitos e garantias individuais para todos os cidadãos brasileiros; (2) as medidas legais que surgiram visando beneficiar homossexuais, como o reconhecimento da sua união estável, a adoção por homossexuais, o direito patrimonial e a previsão de benefícios por parte do INSS foram tomadas buscando resolver casos concretos sem, contudo, observar o interesse público, o bem comum e a legislação pátria vigente; (3) a liberdade religiosa assegura a todo cidadão brasileiro a exposição de sua fé sem a interferência do Estado, sendo a este vedada a interferência nas formas de culto, na subvenção de quaisquer cultos e ainda na própria opção pela inexistência de fé e culto; (4) a liberdade de expressão, como direito individual e coletivo, corrobora com a mãe das liberdades, a liberdade de consciência, mantendo o Estado eqüidistante das manifestações cúlticas em todas as culturas e expressões religiosas do nosso País; (5) as Escrituras Sagradas, sobre as quais a Igreja Presbiteriana do Brasil firma suas crenças e práticas, ensinam que Deus criou a humanidade com uma diferenciação sexual (homem e mulher) e com propósitos heterossexuais específicos que envolvem o casamento, a unidade sexual e a procriação; e que Jesus Cristo ratificou esse entendimento ao dizer, “. . . desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher” (Marcos 10.6); e que os apóstolos de Cristo entendiam quea prática homossexual era pecaminosa e contrária aos planos originais de Deus (Romanos 1.24-27; 1Coríntios 6:9-11).

Ante ao exposto, por sua doutrina, regra de fé e prática, a Igreja Presbiteriana do Brasil MANIFESTA-SE contra a aprovação da chamada lei da homofobia, por entender que ensinar e pregar contra a prática do homossexualidade não é homofobia, por entender que uma lei dessa natureza maximiza direitos a um determinado grupo de cidadãos, ao mesmo tempo em que minimiza, atrofia e falece direitos e princípios já determinados principalmente pela Carta Magna e pela Declaração Universal de Direitos Humanos; e por entender que tal lei interfere diretamente na liberdade e na missão das igrejas de todas orientações de falarem, pregarem e ensinarem sobre a conduta e o comportamento ético de todos, inclusive dos homossexuais.

Portanto, a Igreja Presbiteriana do Brasil não pode abrir mão do seu legítimo direito de expressar-se, em público e em privado, sobre todo e qualquer comportamento humano, no cumprimento de sua missão de anunciar o Evangelho, conclamando a todos ao arrependimento e à fé em Jesus Cristo.

Patrocínio, Minas Gerais, abril de 2007 AD.
Rev. Roberto Brasileiro
Presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil

sábado, 4 de junho de 2011

SEJAMOS IMBATÍVEIS

Há momentos na vida que passo a passo, contabilizamos, vitórias, poderes e glórias e por instantes, nos levamos a pensar que  somos fortes, donos da palavra, senhores das decisões finais, e que somos, inatingíveis, enclausurados na redoma dos imbatíveis.
Certa jovem, vendedora de livros evangélicos e bíblias, campeã de vendas na sua área, cantava suas vitórias de vendedora imbatível, ela amava o que fazia, e o fazia com garra e tenacidade. Por ocasião em que teve de mudar de cidade, resolveu que aquele seria “O Dia” para marcar a sua  história na calçada da fama... Já ao final do expediente, que à sua visão, fora só sucesso, bateu em uma porta que ao abrir-se apareceu um  homem meio desgrenhado, mas afável, convida-a a entrar, e ala começa o ritual para mais um  embate, e estava convencida da vitória. De repente, nota que o homem senta-se junto dela convidando-a para fazer-lhe companhia, pois, encontrava-se sozinho. Ela notando as intenções dele, tenta sair, mas é impedida, quando constata, também que ele estava com sintomas de embriagues... Nem chegou a falar dos livros que vendia... Sentiu-se perdida e ameaçada, e sozinha, e agora, o que fazer?... Usou a única arma disponível, que podia - a oração e disse silenciosamente: Pai Tu És o meu socorro! Livra-me das garras do mal! Foi quando um vizinho que vira quando ela entrou na casa e sabendo da bebedeira daquele homem, resolveu ir até lá ( aliás, ele resolveu ir ?). Creio serenamente que não! Deus o mandou ir!
Então ao sair, a “imbatível vendedora,” reconheceu que não tinha poderes ilimitados, que não era imbatível como pensava, mas constatou algo muito mais importante: Que ela tinha um Deus que era tudo isso, e muito mais. “Em todas estas coisas, porem, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou” Rm.8:37
           É Ele, queridos que nos transforma de seres efêmeros e frágeis, em vencedores imbatíveis... Com Ele, e para a glória da Sua Majestade!

BIBLIA ONLINE