quarta-feira, 15 de junho de 2011

CRIANÇA...CUIDE BEM DESTE TESOURO!

Houve um homem cuja importância política, a cultura e a sabedoria, estão registradas como inigualáveis. Entre os escritos legados ele aponta para o grande valor da educação infantil, o seu tempo e os seus efeitos, e diz: “Ensina a criança no caminho que deve andar e quando crescer não se desviará dele.” Salomão. Este texto aponta para o ensino e a aprendizagem, para o ouvir e o praticar.
Diante de tantas barbaridades, violências, descasos, abandonos, proliferação da iniqüidade e friezas dolorosas, envolvendo as crianças da nossa geração. E frente ao gigantesco número de casos de desrespeito a vida, a honra e a dignidade humana perpetrados no coração da nossa geração... Esboço alguns questionamentos simples: Como temos usado o que aprendemos das gerações pretéritas, e o que estamos ensinando aos nossos filhos? Para onde caminhamos nós? O que legaremos à geração vindoura?
Asafe ( Sl.78: 1-8) retrata a necessidade da transmissão da Lei, de pai para filhos, de geração a geração...”Para por em Deus a sua confiança...Lembrar dos seus feitos..E para que não sejam como seus pais, geração contumaz e rebelde, que não soube reger o seu coração e que não foi fiel a Deus”
Quem está educando as nossas crianças? E como temos exercido esse magnífico ministério? Deixando-as nas mãos da TV, da Internet, da escola, ou da igreja onde passam o menor tempo da sua vida?
Pais, mães, familiares, professores, pastores, tutores ou, seja qual for a nossa relação com esses pequeninos, somos responsáveis para que o seu presente os prepare condignamente para o futuro que desejamos. “O que plantamos colheremos”
Por vezes nas nossas casas, abrimos a Bíblia, lemos e relemos suas histórias para elas... Mas, na prática da nossa vida, o nosso testemunho contradiz o que ouvimos e falamos. O belíssimo e bem ilustrado sermão do domingo, nem sempre reflete a prática do pregador... E, pensamos que as nossas crianças, por serem ainda muito novas não entendem a diferença entre o dizer e o fazer... E, um dia nos pegamos a perguntar “onde foi que eu errei”? Uma resposta simples surge imediatamente: “Errais não conhecendo as escrituras, nem o poder de Deus”
Gosto de pensar no que Cristo disse quanto ao que ouve e pratica a sua palavra, chama-o de prudente, e ao que edifica na areia classifica-o de imprudente.
A Bíblia ensina  claramente quanto a importância da sabedoria, da prudência e da obediência...Se a nossa geração sofre tanto por não colocar em prática esses elementos do ensinamento divino... Ainda é tempo de mudar: a) É hora de verificar o resultado do aprendizado; b) Corrigir o que os rumos das nossas práticas cristãs; c) Assumir, de fato, as nossas obrigações na transmissão fiel das verdades para a vida; e) Devemos ser exemplos, e dar testemunho da fé que pregamos;
Muitas vezes deixamos que  as crianças decidam, quando aquela decisão deveria ser nossa. Ouvi outro dia uma mãe  dizer para a sua filhinha de três anos, antes de atravessar uma avenida – Aninha pegue na mão do seu pai... Creio que ela deveria ter dito - Prudêncio segure a mão de Aninha.
Seja o nosso mais ardente  desejo ter filhos obedientes, então, sejamos uma geração sábia e ajamos com prudência. Cuidemos dos pequenos e valiosos tesouros dados por Deus, para o futuro da humanidade, com esmero, respeito, dignidade e amor cristão. “Amemo-nos uns aos outros”
Amemos os nossos pequeninos.

Com fraterno apreço. Pr José Salvador Pereira

sexta-feira, 10 de junho de 2011

UM TESOURO CHAMADO FAMÍLIA


   BEM-AVENTURADO aquele que teme ao SENHOR e anda nos seus caminhos.
   A tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos como plantas de oliveira à roda da tua mesa.    sl.128 vs.1 e 3

                         Ao expressar o seu poder criador, Deus também deu uma clara  demonstração organizacional das coisas criadas, além de ministrar os primeiros ensinos para a convivência humana. E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele. Gn. 2:18).
O não estar só, certamente implicaria em ter companhia e a partir daí, desenvolver-se-ia a ordem do crescei e multiplicai, ocorreria o povoai a terra. Estava portanto, criada a família. Havendo criado, organizado, cuidado, sustentado, e alimentado, e mesmo depois da contumácia pecaminosa da humanidade, Deus olha  para uma família e a abençoa, E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.  Gn 12:3). Essa bênção nos alcançou e nos transpôs  ao patamar de tesouros inigualáveis. Somos de grande valor, como “ propriedade exclusiva de Deus”
                         Os tesouros obtidos ao longo da nossa jornada terrena,  tão úteis quanto voláteis, tão pomposos quanto efêmeros, vezes parecem estrelas fulgurantes, vezes meras estrelas cadentes... E quando menos se espera, esvaem-se deixando às escuras o que dantes ofuscava mentes vazias e aguçava os corações dos invejosos.
                         Seja qual for a sua posição na relação familiar, pai, mãe ou filho, você recebeu de Deus o maior e mais expressivo tesouro da humanidade, a sua família. E falando nisso, como estamos no contexto?  Somos felizes nela, e com  ela? O salmista, acima, dá-nos lições preciosas que passam pelo temor ao Senhor, e pelo andar nos seus caminhos, e então poder ver em volta da mesa uma família composta, não apenas por uma linda mulher e filhos maravilhosos, pujantes, verdejantes, viçosos, receptores e transmissores de vida. Mas, uma família que independente da idade, do poder econômico, da cor dos cabelos e da fragilidade, é composta por um pai prudente, uma mulher sábia, e por filhos obedientes. Assim, a felicidade aflora em  volta  dessa mesa, não pelo que nela está posto para o alimento físico, mas pelo tesouro que ali se pode reunir, a família – e pelo alimento do dialogo, da paz, do ensino e do aprendizado para a vida.
                     Aprendo nesta palavra que a felicidade proposta consiste em poder manter a comunhão, a harmonia e a paz, apesar das diferenças, das aspirações e dos sonhos de cada um. E esse propósito só poderá ser concretizado se nos colocarmos, sob os auspícios da Graça, no aprendizado e na vivência  prática da Palavra...
Rogo a Deus  que estenda as Suas mãos sobre a sua família. Amém.

 José Salvador Pereira

domingo, 5 de junho de 2011

Manifesto Presbiteriano



Rev. Roberto Brasileiro, Presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana participou do Programa Verdade e Vida, respondendo questões sobre a polêmica Lei da Homofobia, conhecida como PL 122, que traz discussões sérias dentro das Igrejas cristãs reformadas.

No Programa, dirigido pelo Presbítero Daniel Sacramento, Rev. Roberto Brasileiro respondeu a algumas perguntas que refletem a preocupação da comunidade presbiteriana, e esclareceu fatores de importância fundamental na defesa da fé cristã e orientação Bíblica.

Já no início do programa, Rev. Roberto declarou que não há sustentação Bíblica, ou mesmo na história da humanidade, para o casamento homossexual. “Deus quando criou o homem, Ele estabeleceu o homem masculino, a mulher feminina, e determinou que deveriam se unir, se tornar uma só carne e a partir daí a raça humana teria seu desenvolvimento natural. À luz das Escrituras Sagradas, a relação homoafetiva é uma relação pecaminosa, porque ela destrói a própria natureza da pessoa, ela elimina a possibilidade da pessoa exercer a vida dentro do princípio criacional estabelecido por Deus”.

Na questão da PL 122, o Presidente do Supremo Concílio da IPB disse que mesmo respeitando as liberdades de escolha, a Igreja não pode aceitar a institucionalização de um ato pecaminoso. “Se aceitarmos, nós estamos dizendo que é possível vir a abençoar, e isso não é possível. Não podemos aceitar porque contraría o princípio bíblico, um principio criacional e um princípio de formação de família. Então, a igreja ficará sempre diante de uma situação de desobediência completa ao Estado, pois, se o Estado tomar essa decisão, a Igreja dirá ‘nós não podemos acatar uma decisão que determine que haja essa união’, porque nós não podemos abençoar essa união”.

Muitos presbiterianos que acessam os canais de comunicação da IPB têm manifestado sua posição no que diz respeito à PL 122. Para Rev. Roberto Brasileiro, essa atitude deve mesmo permanecer, porque cada cidadão cristão tem o direito de defender, civilizadamente, sua fé e princípios.

“A igreja tem que ter a ousadia de pagar o preço de ser Igreja e de cumprir a sua vida ministerial. A IPB adota como sua posição oficial a não aceitação de casamento homoafetivo. Para nós, nenhuma relação homoafetiva pode ser aceita, é um ato pecaminoso, contrário aos princípios bíblicos e doutrinários de nossa Igreja”, defende Rev. Roberto.

Quando questionado sobre o papel do cidadão neste momento, Rev. Roberto conclama os cristão a cobrar de seus canditatos eleitos, um retorno que responda às expectativas da Igreja. “Eu creio que a Igreja deve orar e deve manifestar a sua vontade aos candidatos eleitos pelo voto dos cristãos, seja esse candidato evangélico ou não. Devemos mandar e-mails e devemos mostrar à sociedade a nossa posição e o porquê dessa nossa linha de ação”.

Para o apresentador Daniel Sacramento, a posição da IPB é muito importante para nortear os presbiterianos para que permaneçam em seus princípios. “Nós não negociamos princípios, não negociamos os princípios da palavra de Deus”, conclui.

Manifesto Presbiteriano


Em abril de 2007, Rev. Roberto Brasileiro escreveu uma carta intitulada Manifesto Presbiteriano, em que defendia os princípios da IPB diante da criminalização da homofobia. No Portal IPB é possível encontrar o texto na íntegra, mas a seguir, o leitor terá acesso aos trecho específicos sobre o assunto.

II – Quanto à chamada LEI DA HOMOFOBIA, que parte do princípio que toda manifestação contrária ao homossexualidade é homofóbica, e caracteriza como crime essas manifestações, a Igreja Presbiteriana do Brasil repudia a caracterização da expressão do ensino bíblico sobre o homossexualidade como sendo homofobia, ao mesmo tempo em que repudia qualquer forma de violência contra o ser humano criado à imagem de Deus, o que inclui homossexuais e quaisquer outros cidadãos.

Visto que: (1) a promulgação da nossa Carta Magna em 1988 já previa direitos e garantias individuais para todos os cidadãos brasileiros; (2) as medidas legais que surgiram visando beneficiar homossexuais, como o reconhecimento da sua união estável, a adoção por homossexuais, o direito patrimonial e a previsão de benefícios por parte do INSS foram tomadas buscando resolver casos concretos sem, contudo, observar o interesse público, o bem comum e a legislação pátria vigente; (3) a liberdade religiosa assegura a todo cidadão brasileiro a exposição de sua fé sem a interferência do Estado, sendo a este vedada a interferência nas formas de culto, na subvenção de quaisquer cultos e ainda na própria opção pela inexistência de fé e culto; (4) a liberdade de expressão, como direito individual e coletivo, corrobora com a mãe das liberdades, a liberdade de consciência, mantendo o Estado eqüidistante das manifestações cúlticas em todas as culturas e expressões religiosas do nosso País; (5) as Escrituras Sagradas, sobre as quais a Igreja Presbiteriana do Brasil firma suas crenças e práticas, ensinam que Deus criou a humanidade com uma diferenciação sexual (homem e mulher) e com propósitos heterossexuais específicos que envolvem o casamento, a unidade sexual e a procriação; e que Jesus Cristo ratificou esse entendimento ao dizer, “. . . desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher” (Marcos 10.6); e que os apóstolos de Cristo entendiam quea prática homossexual era pecaminosa e contrária aos planos originais de Deus (Romanos 1.24-27; 1Coríntios 6:9-11).

Ante ao exposto, por sua doutrina, regra de fé e prática, a Igreja Presbiteriana do Brasil MANIFESTA-SE contra a aprovação da chamada lei da homofobia, por entender que ensinar e pregar contra a prática do homossexualidade não é homofobia, por entender que uma lei dessa natureza maximiza direitos a um determinado grupo de cidadãos, ao mesmo tempo em que minimiza, atrofia e falece direitos e princípios já determinados principalmente pela Carta Magna e pela Declaração Universal de Direitos Humanos; e por entender que tal lei interfere diretamente na liberdade e na missão das igrejas de todas orientações de falarem, pregarem e ensinarem sobre a conduta e o comportamento ético de todos, inclusive dos homossexuais.

Portanto, a Igreja Presbiteriana do Brasil não pode abrir mão do seu legítimo direito de expressar-se, em público e em privado, sobre todo e qualquer comportamento humano, no cumprimento de sua missão de anunciar o Evangelho, conclamando a todos ao arrependimento e à fé em Jesus Cristo.

Patrocínio, Minas Gerais, abril de 2007 AD.
Rev. Roberto Brasileiro
Presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil

BIBLIA ONLINE