terça-feira, 19 de julho de 2011

O Valor de um Pastor

  O valor de um pastor não é medido por sua popularidade, poder de persuasão ou quantidade de pessoas      que atrai, mas sim por seu caráter e fidelidade a Deus (Jo 6.66 e 67);
O valor de um pastor não é medido pela aprovação de homens, mas pela aprovação de Deus. (Jr 3.15);
O valor de um pastor não é medido pelo tamanho de sua igreja, mas por suas qualidades éticas, morais e espirituais;
O valor de um pastor não é medido pelo volume das entradas financeiras de sua igreja, mas por sua capacidade de suprir seu rebanho com a Palavra de Deus. Há pastores que se preocupam com a lã. Há pastores que se preocupam com as ovelhas.
O valor de um pastor não é medido pelo salário que ganha, mas pelo serviço que presta;
O valor de um pastor não é medido por sua capacidade política e de articulação, pois muitas vezes ele deixa de ser “politicamente correto” para permanecer justo e reto diante de Deus;
O valor de um pastor não é medido pelos cargos que ele ocupa, mas pelo serviço que presta à Obra de Deus;
O valor de um pastor não é medido pela satisfação de seus ouvintes, mas por sua pregação coerente aos valores do evangelho bíblico capaz de transformar vidas.
O valor de um pastor não é medido pelo seu poder ou status, mas por sua submissão e obediência a Deus;
O valor de um pastor não é medido por sua autossuficiência. O poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza de homens que às vezes julgamos fracos e incapacitados (2ª Co 12.9);
O valor de um pastor não é medido pela quantidade de amigos ou pessoas que o rodeiam, mas sim por seu amor às pessoas;
O valor de um pastor não é medido pelos seus discursos, mas pela autoridade de seu viver (Mt 7.9);
O valor de um pastor não é medido pelo crescimento quantitativo ou não da membresia de sua igreja, mas pelas transformações que suas mensagens geram em seus ouvintes.
O valor de um pastor não é medido pelo seu poder de empolgar sua igreja ou plateia, pois seu chamado é para pastorear e não para “animar” auditório;
O valor de um pastor não é medido pelas crises que passa ou deixa de passar, mas pela maneira como se comporta em momentos difíceis;
O valor de um pastor é medido por critérios divinos e não humanos.
O pastor é dependente de Deus, e não de homens;
O pastor é homem frágil e pequeno, por meio do qual Deus realiza coisas grandes e extraordinárias;
O pastor sabe que seu chamado é para pastorear e não para gerir empresas; ele não se preocupa com números, mas com a saúde de suas ovelhas;
O verdadeiro pastor não se “contextualiza” ao mundo, mas se esforça para tirar vidas do mundo;
O pastor de valor forma valores;
Se você tem um pastor, agradeça a Deus, ore por ele e ame-o!
                   Por: Pr. Cleber Montes Moreira

terça-feira, 12 de julho de 2011

ENTRE AS GLORIAS E A VAIDADE

   

         O palácio de Nabucodonosor, rei da Babilônia, nos tempos de Daniel, assim como todo o conjunto da cidade estado, faria inveja, hoje, a qualquer mandatário moderno. Do ponto de vista meramente humano, esse império era tão exuberante – seus sábios, videntes, astrólogos, magos, sua beleza, sua arquitetura, seu paisagismo, caracterizado pelos jardins suspensos, registrados na história como uma das sete maravilhas do mundo antigo. Toda essa grandeza embriagou o rei, que em momento de euforia, quando passeava pelo palácio real, disse: “Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei para a casa real, com a força do meu poder, e para glória da minha magnificência”? Dn 4:30. O poder, as vezes embevece, embriaga e pode até enlouquecer,mas quando dado  por Deus e utilizado sob sua orientação, faz a diferença, transforma-se em graça e alcança o coração do próximo.
          É bom lembrar que isso aconteceu 1 ano após a profecia que lhe fora proferida por Daniel indicando que o rei deveria por fim aos seus pecados, “Portanto, ó rei, aceita o meu conselho, e põe fim aos teus pecados, praticando a justiça, e às tuas iniqüidades, usando de misericórdia com os pobres, pois, talvez se prolongue a tua tranqüilidade.Dn 4:27.
         Deus dera a ele tempo ultra suficiente para se arrepender, não o fez, tinha olhos somente para a “sua glória,” pensamentos voltados para o “seu poder”, e para as “suas obras”. Os seus ouvidos, dispostos tão somente a ouvirem os elogios que fariam bem à sua alma vaidosa... Então uma voz do céu disse: “passou de ti o reino” (Dn 4:31). Agora era tarde.
É bem provável que já tenhamos sido instados pela Palavra a nos arrependermos, e nos voltarmos para Deus, a adorá-lo, e a crermos em Jesus como nosso salvador,  mas até agora os nossos ouvidos só escutam louvores aos nossos feitos e elogios para às nossas obras. Deixemos de pensar nas obras de aparências majestosas que realizamos, e pensemos na grandiosa e magnificente obra que Deus quer fazer na nossa vida, para a glória d’Ele, o criador, que nos ama, e que concebeu, montou, estruturou e executou o projeto da nossa redenção. Não festejemos, nem busquemos elogios ou glórias para os nossos feitos, festejemos sim, a alegria da expressão do amor de Deus em Cristo, valor que nos conduz aos palcos da eternidade.   

                     Rev. José Salvador Pereira                                     
                                                                       

quarta-feira, 29 de junho de 2011

SEM MEDO DA SOLIDÃO


 Numa tarde muito fria, estava sendo anunciado o maior frio dos últimos cem anos em São Paulo, na noite anterior chegara a 4 graus, caminhava pelo centro, ali pelos imediações da praça da Republica e adjacências. Observei que as multidões movimentavam-se, indo e voltando, parando, comprando, falando, gritando, vendendo, entrando e saindo das lojas, e muitos cameloteando... Eram tantas pessoas que ainda se divididas seriam multidões.
         Repentinamente, envolveu-me um medo tão forte quanto indescritível... Senti-me só... Em minha volta milhares de pessoas, mas eu estava sozinho. Os pensamentos me envolviam com questionamentos os mais cruéis: E se acontecer alguma coisa comigo aqui, ninguém me conhece, e se, e se, e se... Ali estava eu, e quando deveria me considerar o homem mais acompanhado do mundo, sentia-me simplesmente perdido, estava hospedado no Maksud Plaza, bem próximo do local em que me encontrava, mas o medo maculou a minha memória e empanou-me o tino, e aparentemente havia perdido o sentido de direção... E por alguns instantes eu não sabia de fato, o que fazer.
Já aconteceu algo semelhante em sua vida, de sentir-se
sozinho ainda que em meio a muitas pessoa?
          Já aconteceu algo semelhante em sua vida, de sentir-se sozinho ainda que em meio a muitas pessoas?
           Eu havia pregado no domingo anterior, uma mensagem com base em Mq. Cap. 7: l a 8, com o titulo: QUANDO NADA PARECE DAR CERTO .  Eu havia dito – a)As circunstâncias em que nos envolvemos, não impedem A Visão de Deus sobre Nós; b)Por mais densa que for a multidão, Deus nos vê no meio dela;  c) Por mais ensurdecedor que seja o barulho do mundo, o  nosso Deus nos ouvirá.
           De pronto, encostei-me numa parede, orei ao Senhor, e ali, mesmo entre milhares de outras vozes e do barulho intenso da cidade grande, Ele me ouviu e  me acudiu. “O Deus da minha salvação e me ouviu” Mq.7:7. O Senhor tirou de mim o medo, limpou a minha mente, recobrou a minha confiança... Tudo voltou ao normal. Tirei desse momento, uma grande lição: apesar das nossas fragilidades, o nosso Deus continuará forte, maravilhosamente cuidadoso e nunca nos deixará sozinhos. E, não podemos esquecer o que disse o nosso Senhor Jesus – “Eis que estou convosco todos os dias”...

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