sábado, 4 de junho de 2011

SEJAMOS IMBATÍVEIS

Há momentos na vida que passo a passo, contabilizamos, vitórias, poderes e glórias e por instantes, nos levamos a pensar que  somos fortes, donos da palavra, senhores das decisões finais, e que somos, inatingíveis, enclausurados na redoma dos imbatíveis.
Certa jovem, vendedora de livros evangélicos e bíblias, campeã de vendas na sua área, cantava suas vitórias de vendedora imbatível, ela amava o que fazia, e o fazia com garra e tenacidade. Por ocasião em que teve de mudar de cidade, resolveu que aquele seria “O Dia” para marcar a sua  história na calçada da fama... Já ao final do expediente, que à sua visão, fora só sucesso, bateu em uma porta que ao abrir-se apareceu um  homem meio desgrenhado, mas afável, convida-a a entrar, e ala começa o ritual para mais um  embate, e estava convencida da vitória. De repente, nota que o homem senta-se junto dela convidando-a para fazer-lhe companhia, pois, encontrava-se sozinho. Ela notando as intenções dele, tenta sair, mas é impedida, quando constata, também que ele estava com sintomas de embriagues... Nem chegou a falar dos livros que vendia... Sentiu-se perdida e ameaçada, e sozinha, e agora, o que fazer?... Usou a única arma disponível, que podia - a oração e disse silenciosamente: Pai Tu És o meu socorro! Livra-me das garras do mal! Foi quando um vizinho que vira quando ela entrou na casa e sabendo da bebedeira daquele homem, resolveu ir até lá ( aliás, ele resolveu ir ?). Creio serenamente que não! Deus o mandou ir!
Então ao sair, a “imbatível vendedora,” reconheceu que não tinha poderes ilimitados, que não era imbatível como pensava, mas constatou algo muito mais importante: Que ela tinha um Deus que era tudo isso, e muito mais. “Em todas estas coisas, porem, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou” Rm.8:37
           É Ele, queridos que nos transforma de seres efêmeros e frágeis, em vencedores imbatíveis... Com Ele, e para a glória da Sua Majestade!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

NADA MAIS NOS RESTA !?!

Como quem visita de modo  despretensioso, um museu, paramos diante de um quadro que nos mostra o mundo, no qual vemos as suas transformações, seus avanços, suas modificações, suas ascensões, suas quedas, as suas mais espetaculares descobertas, assim como as suas mais elementares e dolorosas frustrações e decepções. São tantas as descobertas, tantas novas promessas, tantos sonhos plantados... Mas repentinamente descobrimos que o que vemos não é a fotografia dos outros, é o nosso reflexo, pois, não somos meros espectadores do universo, somos também  seus protagonistas e corresponsáveis pelo que chamamos caos .
      E então tiramos os olhos da pintura, saímos do museu e entramos compenetrados nos cômodos íntimos do nosso interior e pensamos... O que faremos quando o nosso pedaço de chão começa a afundar? Quando a nossa alegria começa a esmaecer? Quando as portas que desejamos ver abertas insistem em permanecer fechadas? Quando as tragédias que ontem pareciam distantes de nós, hoje festejam os nossos aposentos?   Quando o mal ainda à distância já nos atinge... E parece que nada mais nos resta?
      Eh! Aí imaginamos que talvez seja a hora de jogarmos a toalha, de usarmos o único para-quedas disponível e abandonarmos a aeronave ou de simplesmente “deixarmos que o mar pegue fogo”, ou ainda, quem sabe ouvirmos a voz malévola do diabo que oferece uma promoção para uma última viagem, pela qual deixaríamos a vida para entrar na história(dele certamente) ?
     Mas, pensando bem... Ainda nos restam as melhores e mais importantes coisas, as mais significativas maravilhas do universo estão postas pelo Criador à nossa disposição,  que seria impossível enumerá-las,de tal forma que despertamos e redescobrimos que “apesar de nós” o mundo continua maravilhoso, a vida é esplendorosa, a natureza mesmo sofrida,explorada, e saqueada continua a ser um colírio para o olhar e lenitivo para a alma, e a cada a cada manhã traz à nossa memória o expressar das misericórdias de Deus e do Seu amor.
     E assim, em meio aos devaneios próprios da nossa humanidade frágil, descobrimos que ainda nos restam a “fé, a esperança e o amor” (lCo. 13 : 13). Ora como dizer que nada mais nos resta, se o mais importante nós possuímos que é o verdadeiro Amor?  Se nos encontramos em situação de dúvidas e medos, no mínimo usa coisa nos resta ... Olhemos para cima e o Deus da nossa salvação nos ouvirá.

domingo, 29 de maio de 2011

A MAGNITUDE DO SERVO

            As lembranças da minha juventude emaranhadas entre as histórias e fatos da época, trazem-me à memória,  de vez em quando, ocorrências que se passavam  envolvendo funcionários das diversas ordens e hierarquias, “chefes”, “diretores”e especialmente, “assessores  de determinadas castas” que  acobertados por um direito sem direito, por uma verdade imaginária, por um pudor despudorado, por uma força fraquejada, por uma autoridade desautorizada, e com base num poder que só se expressava no grito, pelo qual tentavam calar os incautos e sufocar os inocentes...  Foi por essa época que apareceu aquela “autoridade” que para que soubessem quem ela era, dizia: VOCÊ SABE COM QUEM ESTÁ FALANDO?  E essa frase palmilhou as entranhas das “glórias inglórias” e caminhou século vinte um a dentro... E, até hoje ainda há os que dela necessitam, para que o “mundo” pense que são o que nunca foram e jamais serão! Pois, quem é, não necessita dizer que é.
          É pensando nessas coisas que me vem à mente aquela história que abre o capitulo dezessete do primeiro livro dos Reis. Elias e a seca. Elias se apresenta ao rei Acabe e diz de forma enfática: “Em nome do SENHOR, o Deus vivo de Israel, de quem sou servo...” Era apenas um servo, ele nem chegou logo dizendo – eu sou um Profeta.  Certamente se fora no nosso contesto cultural, aquele tesbita, teria ouvido do rei – você sabe com quem está falando?  Ou quem sabe se aquele homem de Deus teria usado  essa expressão especial, para que o rei o reconhecesse.
Qual é a nossa função no Reino de Deus?
          Esta e muitas outras passagens bíblicas fortalecem a humilde alma dos servos de Deus, além de nos ensinar sobre a importância e a magnitude do significado de servir. Descobrimos o valor de confiar naquele a quem servimos e a importância de fazer exatamente, de acordo com a ordem recebida, pouco importa com quem estejamos falando ou com a dureza do recado a ser passado. Sim, refiro-me ao verdadeiro recado do Deus Altíssimo, e não aos recados de interesses particulares, pois, há homens de Deus, e “homens de deus”.
          Qual é a nossa função no reino de Deus? Qual o tipo de autoridade de que estamos investidos? Estamos entre aquelas que podem, querem e mandam?  Ou entre aqueles que  refletem simplesmente, a grandeza e a magnitude de servos? E se assim estivermos, temos exercido o nosso papel de modo generoso, feliz, e com alegria? Ainda que o mundo não nos reconheça?  Pois é, queridos, uma coisa que muito deve nos animar a servir, é que no nosso encontro final com o SENHOR, não ouviremos as palavras: pastor bom e fiel, presbítero bom e fiel, diácono bom e fiel, jovem bom e fiel, professor bom e fiel, doutor bom e fiel, menina boa e fiel... Ouviremos, sim: SERVO BOM E FIEL! “Fostes fiel no pouco, sobre o muito te colocarei.’’ Aí, reside a grandeza de ser servo do SENHOR, o Deus vivo de Israel.
O SENHOR nos abençoe!

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