domingo, 15 de maio de 2011

VER JESUS, COMO JOÃO VIU!

A Bíblia é o escrito mais contagiante, e mais misterioso, e tão simples quanto profundo, que dispomos. Lendo-a constantemente, não nos cansamos, e ainda que a estudemos exaustivamente, somos incapazes de afirmar que sabemos tudo a respeito de Deus, o Pai, de Jesus Cristo, o Filho, e do Espírito Santo, o Consolador... Mas, a cada leitura ou releitura vão caindo sobre nós pequenas gotas da graça, e ainda que pareçam minúsculas, apontam para os cuidados e a preocupação de Deus com os perdidos. Sendo a Bíblia como uma fonte profunda, Deus a faz jorrar, de maneira que todas as pessoas, seja qual for à situação, têm o privilégio de beber dessa inesgotável fonte, através do evangelho, lendo-o, ou ouvindo as suas boas novas. 
Desde muito cedo, fui instruído pelos pastores da minha infância, adolescência e juventude, que compreenderia melhor os mistérios da bíblia, se iniciasse a sua leitura pelo evangelho de João, depois passaria para as outras partes do seu rico conteúdo.  E a cada vez que me debruço sobre os escritos deste evangelho, fico ouvindo e dialogando com Cristo, e relembrando cada descrição, dos aspectos do Seu caráter e da sua inconfundível obra. Charles Thompson, D.D., Ph.D., na Bíblia de estudo exaustivo,( Ed Vida), enumera vinte e uma descrições de Cristo, anotadas neste evangelho,como: “O Filho de Deus; O Filho do Homem; O Mestre divino; O ganhador de almas; O grande médico; O pão da vida; A água da vida; O defensor do fraco; A luz do mundo; O bom pastor; O Príncipe da vida; O Rei; O Servo; O Consolador; A videira verdadeira; O doador do Espírito Santo; O grande intercessor; O sofredor modelo; O Salvador crucificado; O conquistador da morte; e o Restaurador do arrependido”.
Diante de todas essas maravilhas pelas quais Cristo é descrito, e reafirmado por Ele mesmo, e sendo Ele tudo o que sabemos, e muito mais do que podemos descrever, qual a nossa posição frente a tudo isso? Com quais dessas características nos identificamos? De que forma Cristo é descrito na nossa vida?  Como o vemos, em nós?
Cremos que esses aspectos ainda que diferentes, agem como unidade em quem está em Cristo, portanto, deixemos que Ele atue na nossa vida, na plenitude da Sua vontade e por meio de cada um desses aspectos da Sua vida, dada em nosso benefício, como Salvador crucificado. E para um melhor entendimento, façamos uma leitura ou releitura do evangelho de João. Certamente isto fará bem à nossa saúde espiritual. Deus nos abençoe!
Pr. José Salvador Pereira

sábado, 14 de maio de 2011

QUANDO AS FORÇAS FRAQUEJAREM, O QUE FAZER?

Um dos mais belos jardins que conhecemos na nossa recente viagem é o Parque de Vigeland, (32hc) na cidade de Oslo, Noruega. O arquiteto e escultor Gustav Vigelan (l869-l943), esculpiu em pedras, uma incrível diversidade, de 758 figuras (tamanhos naturais) em 214 esculturas.  Todas retratam mensagens do circulo da vida, registrando da beleza da fecundação, indo por cada fase, até aos momentos finais da vida.  
Uma dessas expressões aparece em uma série de árvores que iniciam com um rapaz, no meio, olhando para o futuro e na árvore vizinha uma linda e esperançosa jovem. As árvores seguintes retratam a alegria da gravidez, os festejos do nascimento, o cotidiano de vários filhos, o desenvolvimento da família, os avôs a festejar com os netos, o coroar de sua exuberante posteridade. Nas ultimas árvores daquela série, aparece um idoso, solitário, de olhar disperso e aspecto de incertezas... Mais à frente ele aparece agarrado à árvore, já com o corpo fora, usando todas as forças que ainda lhe restam, tentando sustentar-se para permanecer nela, mas o seu esforço, ainda que parecesse justo era insuficiente... Findava-se aí, o circulo da vida retratado por Vigeland...
        Jesus Cristo, não apenas retrata o circulo da vida de forma esplendorosa, mas gera em nós, em quaisquer fases da vida, uma convicção inconteste de que a vida que Ele é, e nos dá, não termina ao envelhecer do nosso corpo, mas se eterniza na alma de cada escolhido, de cada salvo, de cada um que crendo permanecer até o fim, Nele, e na sua Palavra. Sabemos que as nossas as forças são insuficientes para nos segurar na árvore, e que por mais que tentemos nada podemos fazer para nos manter nela... Assim sendo, CREIAMOS APENAS, e deixemos que o SENHOR da vida nos sustente e nos conduza até o viver eterno, no centro da Arvore da Vida, com Ele, por Ele e para a glória Dele.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

EM TAIS CIRCUNSTÂNCIAS...QUEM SOMOS NÓS?

  O professor da língua portuguesa, um Padre ainda bem jovem, entra calmamente na sala de aula, todos os alunos  ficam de pé pois, era assim que eram recebidos os mestres no inicio  de cada aula, nos ídos do meus dias de ginasial. Tratava-se de um sacerdote de nome ITAN PEREIRA, que naquele dia  começou a aula com uma pergunta: “O que vocês entendem na expressão de  Euclides da Cunha ao dizer – O Sertanejo é Antes de Tudo um Forte? Sinceramente, não tenho hoje a menor idéia do que respondemos ou de quantas respostas foram dadas. Lembro-me bem de que o Padre ITAN, deu um verdadeiro show  de valorização e incentivo à leitura,  da  necessidade  do conhecimento da língua, bem como da  correta interpretação do texto lido.
   Havendo nascido no cariri e me criado no sertão, fui pouco a pouco descobrindo o valor pratico da frase de Euclides da Cunha, e a cada momento eu a tomava em doses cada vez maiores, como o biotônico de cada manhã, para iniciar o novo dia no qual eu teria que vencer circunstâncias e obstáculos que tentassem impedir a minha caminhada para a vitória. E assim ia a cada instante cantando a canção da esperança e da fé... Sou sertanejo, sou forte, tenho fé que vencerei!
    A frase, certamente subiu a minha mente e eu a relembrava sempre. Mesmo nos momentos em que o meu vigor parecia muito mais  tronco de bananeira, de repente,  me tornava forte como o pau-ferro e resistente como uma baraúna nas terras secas do sertão.
    Numa certa ocasião, quando repetia essa  frase, subitamente me transportei para a bíblia, o meu livro de fé e prática, e descobri que a celebre frase do escritor, era um aceno para me lembrar da forma como Deus tratou de proteger alertar e orientar os frágeis de Israel e incentivá-los a crer que podiam, apesar da sua pobreza e fragilidade humana.
    Vi então, quando um casal desobediente, medroso, fragilizado, envolto em culpas, escondia-se entre as árvores de um belíssimo jardim... E quando Deus o procurou, para adotar as providências  quanto ao  cumprimento da Sua palavra , referente ao ato claro de desobediência, cuja sentença final, aponta para a garantia de que ainda que o casal, de fato era culpado, mas um seu descendente esmagaria a cabeça da serpente... Abriam-se as veredas da esperanças para os frágeis.
   Encontrei depois, um casal de idosos, a quem Deus havia prometido que do seu fruto  seria gerada uma grande e poderosa nação, e que seria como a areia do mar, como grãos incontáveis. Ainda que fisicamente envelhecidos, e humanamente fracos, Deus os chamou e pela fé, Sara é a mãe da maior de todas as nações da terra.
    Escutei quando Ele falou a um homem que assumiria a responsabilidade de conquistar as  terras de Canaã, ainda jovem e disse: “Sê forte e corajoso”. Penso que Deus viu alguma fraqueza em Josué e o incentivou a acreditar que poderia, e que pela história que já vivera ao lado do seu ex- comandante Moisés, ele precisava lembrar de que o Seu Deus nunca falharia. Era uma espécie de motivação a crer e prosseguir!
   Vi que no meio de uma família de muitos filhos, garbosos, fortes, guerreiros, da qual Deus mandara o sacerdote escolher um rei, o escolhido foi aquele que se quer havia sido chamado para a reunião da família, pois, estava no campo, pastoreando o rebanho, e era considerado  muito jovem, talvez sem experiência de vida, ou mesmo sem a “aparência de um rei”. Entre nós há também essa visão, da escolha de pessoas pela sua origem ou beleza física ou origem de nascimento... Lembram-se do que disseram com Jesus? “De Nazaré pode vir alguma coisa boa?” E de Belém, também pode? Era Davi sendo ungido rei, pois a escolha não fora pelo porte físico, mas pela própria vontade de Deus (amém)
   Vejo nessa caminhada, que esses a quem Ele faz forte, são descritos, às vezes, como “vermezinhos de Jacó”. Passo a imaginar, um verme nem tem como ser forte... Ainda bem que logo desperto, que a visão não é a minha e sim a de Deus.
   Ora, o sertanejo de Euclides da Cunha, não é de origem estranha e diversa da criação de Deus, ainda que tenha nascido e viva em terras secas e empobrecidas, ele é criatura de Deus, que a tudo fez para a Sua própria glória. E, é em Deus, que somos antes de tudo, fortes. Sejam quais forem as circunstâncias, a nossa fortaleza é o SENHOR.

BIBLIA ONLINE